Sua empresa retém talentos? E você, investe em sua carreira?
Muitas empresas pregam que a falta de mão de obra é gritante. Verdade.
Muitos empregados reclamam que suas empresas não investem na mão de obra. Verdade.
A solução vem ocorrendo a uma velocidade em franca aceleração, mas quanto?
Empresas de porte médio para mais, investem cada vez mais no aperfeiçoamento de sua mão de obra, e também, aquelas que necessitam de maior especialização, prestadoras de serviços e indústrias de produtos tecnológicos, principalmente.
Jovens profissionais retardam sua entrada no mercado de trabalho, por um ou por outro motivo. Passam a investir mais na sua formação profissional.
As microempresas, assim como as pequenas e as médias, percebem que mão de obra despreparada, mas barata, não compensa. Também percebem, que desenvolver uma mão de obra especializada, pode até ser mais barato que adquirir mão de obra já especializada.
O problema, então, fica por conta de reter a mão de obra que está sendo formada e/ou desenvolvida.
Algumas empresas chegam a firmar contrato com seus empregados, na eventualidade de esses profissionais deixarem a empresa “antes da hora”, terão de ressarcir parte ou todo o investimento feito.
Qual a solução viável e imediata ou com retorno mais imediato possível?
Aquilo que imediatamente nos diferencia dos outros animais, a fala, ainda é o melhor remédio nos relacionamentos, inclusive os profissionais.
Quando a empresa conversa com seus profissionais, deixam claro onde querem chegar e quais serão os meios, esta passa a reter talentos com um pouco mais de facilidade. Se o relacionamento for confiável, o retorno é quase que imediato, depende de o quanto a empresa investiu em sua imagem interna.
Por resumo temos então, a empresa deve investir em sua imagem, um conjunto de atitudes, não apenas palavras, deverão permear suas intenções, quanto ao produto, quanto ao mercado e quanto ao seu quadro de profissionais. Criar um canal de relacionamento interno, não é fácil, não é rápido, mas é necessário.
Uma vez que tenha investido em um canal de comunicação interna confiável, o próximo passo é rever seus salários e benefícios. Sempre dá para melhorar um pouco mais, sem tanto onerar a empresa, até mesmo pelo motivo de o retorno vir quase que imediatamente. Equipe satisfeita produz mais e melhor. Sempre conversando e agindo, em uma mesma sintonia, em um mesmo ritmo, a um mesmo passo.
Está quase pronto, faltando apenas definir uma política de cargos e salários, definir claramente as responsabilidades de cada funcionário. Deve agora despertar nele um sentimento de utilidade, todos nós gostamos de ser úteis.
Agora vem a parte importante, definir para cada cargo ou função: quem ocupa, o que precisa saber, qual o perfil exigido, quais os conhecimentos deverá reter, quais os cursos e aperfeiçoamento serão possíveis e necessários. Daí então estimar quanto custam, onde buscá-los, quando oferecê-los.
Tendo a empresa criado um canal competente de comunicação, melhorado o nível salarial,e se possível, introduzido alguns benefícios, definido cargos e salários, e iniciado o investimento de qualificação profissional, terá sem dúvida alguma, vários passos a frente na retenção de mão de obra qualificada.
Faltando agora, apenas que os profissionais se disponibilizem, o que nem sempre é tão fácil quanto parece. Por vezes, algumas pessoas preferem enxergar apenas o salário como fator de retenção de mão de obra, e se esquecem de investir em si mesmo, ainda que seja apenas se disponibilizando. Depois que os anos avançaram consideravelmente, ou na busca de uma nova oportunidade, descobrem às duras penas, que o maior e melhor fator de retenção de talentos é o investimento no aperfeiçoamento profissional.
Por: Carlos R. Gomes
Dez/11.