As escolhas que fazemos
A vida não nos oferece um manual de uso, não explícito, não conciso.
Ao longo de nossa vida fazemos escolhas, algumas certas e outras erradas, das escolhas certas, algumas vezes por sabedoria, outras por puro acaso. Quanto às erradas, com sabedoria tiramos proveito, aprendemos lições, saímos mais fortalecidos, mais sábios.
No início de nossas vidas, contamos com a sabedoria de nossos pais, porém, sempre precocemente deixamos de ouvi-los, e passamos a fazer as escolhas por nossa conta e risco.
Os estudos nos habilitam a errar menos, nos ensinam a avaliar as possibilidades, os riscos, as alternativas. Mas, não existem estudos para algumas escolhas que precisamos fazer.
A vida está sempre pronta para nos ensinar, contamos com o livre arbítrio, aprendemos por amor e também pela dor.
As escolhas que fazemos, as que erramos, para nós podem ter sido erradas, para outros, estas mesmas escolhas erradas, podem se mostrar como escolhas acertadas e vice-versa.
É certo que raramente podemos consertar nossos erros, quando podemos, temos dúvidas se devemos.
Existem escolhas, que em primeiro momento, se mostram acertadas, porém, tempos depois, nos mostram ser, não erradas, mas as menos indicadas.
Algumas de nossas escolhas, ainda que sabidamente, não sejam as melhores para nós, mas precisam ser as escolhidas, seguimos em frente então.
As consequências nem sempre guardam relação com as escolhas que fazemos. Algumas vezes, pequenas escolhas, nos trazem grandes transtornos, bem como, grandes escolhas, nos devolvem pequenos resultados.
Fazemos escolhas, que rapidamente nos trazem os resultados, esperados ou não, outras, levam tempos para se mostrarem como certas ou erradas.
Certo é, ninguém acerta o tempo todo, ninguém erra por querer. Todos nós acertamos, e todos nós erramos.
Pode ser que alguém diga, que com o tempo erramos menos, eu digo que erramos menos, mais por arriscarmos menos do que por acertarmos mais. O temor dos erros, invariavelmente nos leva a tentar menos. Será que é certo? Ou será que devemos tentar continuar a acertar, mesmo com o risco de errarmos mais.
Eu digo, devemos continuar a fazer escolhas, devemos temer os erros, mas isto não pode nos impedir de continuar a buscar os acertos. Alguém um dia se beneficiará positivamente de nossos erros, então, terá valido a pena!
Por: Carlos R. Gomes
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A Adhocracia, o Berline Mauer e o Marketing
A adhocracia, o muro de Berlim e o Marketing
Adhocracia
Segundo Alvin Toffer, a adhocracia ou "adocracia" é um sistema temporário variável e adaptativo, organizado em torno de problemas a serem resolvidos por grupo de pessoas com habilidade e profissões diversas e complementares. Se constitui em uma opção à tradicional Departamentalização. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Adhocracia.>
O termo teve origem nas “forças-tarefas” militares para enfrentar situações de forma rápida.
Os grupos e equipes são cooperativos, resolvem problemas e desempenham o trabalho. Os membros das equipes ou grupos, costumeiramente, apresentam características comuns.
O Muro de Berlim
O muro de Berlim ou “Berliner Mauer” serviu para simbolizar a divisão mundial entre o regime capitalista e o regime socialista, mais do que dividir a cidade de Berlim.
Começou a ser construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, e sua derrubada teve início no dia 9 de novembro de 1989, em sinal da reunificação das duas Alemanhas.
As empresas apresentam seus “muros”, não fisicamente, não os que cercam suas propriedades, mas intelectuais, que impedem a participação cooperativa. Tais “muros” são privativos, privam a parceria, o uso mais amplo do sentido de administração e da prática do marketing.
Os “muros” a que me refiro não são visíveis, mas são perceptíveis.
Não se sabe quem os criou, mas precisam ser rompidos.
As empresas precisam romper seus “muros”, aprenderem a trabalhar em conjunto, fazer um bom uso da adhocracia.
A área de Marketing deve levantar os dados sobre os produtos que apresentem semelhanças aos de sua empresa.
Algumas questões precisam ser respondidas, tais como, quais as empresas que oferecem produtos que não concorram com os produtos de sua empresa, mas, que sejam oferecidos aos mesmos clientes de sua empresa; em quais clientes seria possível uma ação conjunta. O pessoal da área de Vendas sabe muito bem como obter tais informações.
A área de Marketing deve elaborar um estudo que aponte, onde e como uma parceria seria viável. Parceria presume que ambos os lados obtenham vantagens competitivas.
Vamos, apenas a título de exemplo, vislumbrar uma parceria entre uma empresa que produza azeite, com uma empresa que produza vinagre. E que ambas possam direcionar ações de marketing e/ou merchandising em redes de supermercados ou restaurantes. As possibilidades são imensas.
Muitos outros exemplos podem surgir, uma parceria entre empresas transportadoras para ampliar sua atuação dentro de uma determinada região, cito esse exemplo em meu livro “ Marketing, Telemarketing & E-Commerce”.
As empresas devem se unir, formar “forças-tarefas”, e quebrar seus “muros”, “muros” que insistem em separar forças. Ganham as empresas, ganham os clientes.
Por Carlos Roberto Gomes
Adhocracia
Segundo Alvin Toffer, a adhocracia ou "adocracia" é um sistema temporário variável e adaptativo, organizado em torno de problemas a serem resolvidos por grupo de pessoas com habilidade e profissões diversas e complementares. Se constitui em uma opção à tradicional Departamentalização. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Adhocracia.>
O termo teve origem nas “forças-tarefas” militares para enfrentar situações de forma rápida.
Os grupos e equipes são cooperativos, resolvem problemas e desempenham o trabalho. Os membros das equipes ou grupos, costumeiramente, apresentam características comuns.
O Muro de Berlim
O muro de Berlim ou “Berliner Mauer” serviu para simbolizar a divisão mundial entre o regime capitalista e o regime socialista, mais do que dividir a cidade de Berlim.
Começou a ser construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, e sua derrubada teve início no dia 9 de novembro de 1989, em sinal da reunificação das duas Alemanhas.
As empresas apresentam seus “muros”, não fisicamente, não os que cercam suas propriedades, mas intelectuais, que impedem a participação cooperativa. Tais “muros” são privativos, privam a parceria, o uso mais amplo do sentido de administração e da prática do marketing.
Os “muros” a que me refiro não são visíveis, mas são perceptíveis.
Não se sabe quem os criou, mas precisam ser rompidos.
As empresas precisam romper seus “muros”, aprenderem a trabalhar em conjunto, fazer um bom uso da adhocracia.
A área de Marketing deve levantar os dados sobre os produtos que apresentem semelhanças aos de sua empresa.
Algumas questões precisam ser respondidas, tais como, quais as empresas que oferecem produtos que não concorram com os produtos de sua empresa, mas, que sejam oferecidos aos mesmos clientes de sua empresa; em quais clientes seria possível uma ação conjunta. O pessoal da área de Vendas sabe muito bem como obter tais informações.
A área de Marketing deve elaborar um estudo que aponte, onde e como uma parceria seria viável. Parceria presume que ambos os lados obtenham vantagens competitivas.
Vamos, apenas a título de exemplo, vislumbrar uma parceria entre uma empresa que produza azeite, com uma empresa que produza vinagre. E que ambas possam direcionar ações de marketing e/ou merchandising em redes de supermercados ou restaurantes. As possibilidades são imensas.
Muitos outros exemplos podem surgir, uma parceria entre empresas transportadoras para ampliar sua atuação dentro de uma determinada região, cito esse exemplo em meu livro “ Marketing, Telemarketing & E-Commerce”.
As empresas devem se unir, formar “forças-tarefas”, e quebrar seus “muros”, “muros” que insistem em separar forças. Ganham as empresas, ganham os clientes.
Por Carlos Roberto Gomes
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Espionagem, Marketing & Vendas
Espionagem, Marketing & Vendas
O serviço de espionagem tem por objetivo a busca de dados, fatos e informações estratégicas.
O Marketing objetiva colocar a empresa em contato direto com consumidores alvo.
Vendas busca oferecer produtos e serviços com valor agregado aos consumidores alvo da empresa.
Quando a área de Marketing faz uso da espionagem politicamente correta, de forma a municiar seus soldados (corpo de vendas) com as melhores informações sobre o comportamento do campo de guerra (mercado), a empresa passa então, a ter uma chance muito maior de obter êxito na batalha pela sobrevivência no mundo dos negócios.
Detalhes do campo de batalha, acidentes geográficos, facilidades de locomoção, pontos estratégicos para reabastecimento, logística possível, rotas alternativas.
Quem são e quantos são os habitantes locais, usos e costumes, linguagens e dialetos, idade média, sua distribuição geográfica, formas de comunicação, cultura, suas crenças e suas tendências a mudanças.
Quais são as armas do inimigo, quais os seus números, seus pontos fortes e pontos fracos, qual seu histórico, qual a sua localização exata, áreas dominadas, e qual será o seu próximo passo.
A área de vendas deve se tornar-se uma fonte de informações necessárias, está constantemente no campo de batalhas, não podem ser soldados de execução, devem estar bem preparados. De volta ao QG devem atualizar e se atualizar.
As demais áreas da empresa devem dar apoio, mas, também se servir de tais informações. A integração interna deve ser completa.
A área de RH deve recrutar bons soldados, que entendam a “causa” da batalha, devem estar engajados, precisam ser treinados e motivados, além de bons soldos.
A área de Suprimentos deve estar atenta tanto à qualidade de suas compras, quanto ao valor final após a disponibilização do produto final. Não pode ser bom e caro, mas sim, bom e barato com qualidade.
Os objetivos básicos das ações de marketing devem ser: Interferir minimamente no campo de batalhas, estar um passo à frente do inimigo, sofrer o mínimo de baixas, reverter favoravelmente os pontos negativos, conquistar o máximo do território, manter sua bandeira no ponto mais alto.
Por: Carlos R. Gomes
O serviço de espionagem tem por objetivo a busca de dados, fatos e informações estratégicas.
O Marketing objetiva colocar a empresa em contato direto com consumidores alvo.
Vendas busca oferecer produtos e serviços com valor agregado aos consumidores alvo da empresa.
Quando a área de Marketing faz uso da espionagem politicamente correta, de forma a municiar seus soldados (corpo de vendas) com as melhores informações sobre o comportamento do campo de guerra (mercado), a empresa passa então, a ter uma chance muito maior de obter êxito na batalha pela sobrevivência no mundo dos negócios.
Detalhes do campo de batalha, acidentes geográficos, facilidades de locomoção, pontos estratégicos para reabastecimento, logística possível, rotas alternativas.
Quem são e quantos são os habitantes locais, usos e costumes, linguagens e dialetos, idade média, sua distribuição geográfica, formas de comunicação, cultura, suas crenças e suas tendências a mudanças.
Quais são as armas do inimigo, quais os seus números, seus pontos fortes e pontos fracos, qual seu histórico, qual a sua localização exata, áreas dominadas, e qual será o seu próximo passo.
A área de vendas deve se tornar-se uma fonte de informações necessárias, está constantemente no campo de batalhas, não podem ser soldados de execução, devem estar bem preparados. De volta ao QG devem atualizar e se atualizar.
As demais áreas da empresa devem dar apoio, mas, também se servir de tais informações. A integração interna deve ser completa.
A área de RH deve recrutar bons soldados, que entendam a “causa” da batalha, devem estar engajados, precisam ser treinados e motivados, além de bons soldos.
A área de Suprimentos deve estar atenta tanto à qualidade de suas compras, quanto ao valor final após a disponibilização do produto final. Não pode ser bom e caro, mas sim, bom e barato com qualidade.
Os objetivos básicos das ações de marketing devem ser: Interferir minimamente no campo de batalhas, estar um passo à frente do inimigo, sofrer o mínimo de baixas, reverter favoravelmente os pontos negativos, conquistar o máximo do território, manter sua bandeira no ponto mais alto.
Por: Carlos R. Gomes
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A água e a informação
A água e a informação
Ao longo da existência humana, em momentos diferentes, nossa existência dependeu de determinado bem.
Não querendo abrir polêmica acerca das veracidades comprovadas ou não cientificamente, vamos utilizar como válidos certos argumentos.
Há quem acredita que nossos primeiros processos de evolução, somente ocorreram pela falta de alimentos, na busca por novas fontes, deixamos nossa área de conforto e passamos a enfrentar múltiplos desafios.
Nossa habilidade em utilizar melhor os dedos, levou-nos a experimentar novos e mais nutritivos alimentos, há destaque para o tutano.
Para não delongar muito, nossa missão incorporou a necessidade de terras.
Para continuar a nos movimentar, passamos a buscar incessantemente por combustíveis, o petróleo passou a ter suma importância.
Descobrimos a nossa forte relação com a água, e a nossa incapacidade de melhor aproveitar um recurso, por um lado abundante, por outro tão escasso. Tão útil para a existência humana, quanto o ar que respiramos e o alimento que ingerimos. Podemos afirmar, sem medo de errar, que todo o nosso futuro depende deste líquido, sem cor e sem cheiro.
A predominância de uns poucos sobre muitos, por terem em maior quantidade, o que em cada momento era vital, sempre existiu entre nós.
Tenho a forte convicção, que o que nos propiciou evolução, foi a informação.
Por sorte, esse recurso não está escasso, é abundante, sofre transformações e se multiplica facilmente.
Surge então, sobre esse assunto, um novo paradigma. Se é de relativa facilidade a sua obtenção, como sobrepujar a maioria?
A mim parece que, quem não souber fazer uso desse recurso, não souber partilhar, estará fadado a fazer parte da minoria.
Antes, é preciso saber garimpá-lo. A sua obtenção requer esforço e investimento. Precisa conhecer bem esse recurso, pois, “nem tudo que brilha é ouro”. E mesmo o ouro precisa sofrer transformação, tirar-lhe as impurezas para apurar o real valor.
A humanidade precisa desesperadamente de água e de informação. Já as empresas, precisam avidamente de informação, não apenas obtê-la, mas sim, prospectar, processar, transformar e distribuir adequadamente, tanto interna, quanto externamente.
O que a sua empresa vende? Produtos? Serviços?
Venda informações, e entregue junto produtos e/ou serviços!
Por: Carlos R. Gomes
Ao longo da existência humana, em momentos diferentes, nossa existência dependeu de determinado bem.
Não querendo abrir polêmica acerca das veracidades comprovadas ou não cientificamente, vamos utilizar como válidos certos argumentos.
Há quem acredita que nossos primeiros processos de evolução, somente ocorreram pela falta de alimentos, na busca por novas fontes, deixamos nossa área de conforto e passamos a enfrentar múltiplos desafios.
Nossa habilidade em utilizar melhor os dedos, levou-nos a experimentar novos e mais nutritivos alimentos, há destaque para o tutano.
Para não delongar muito, nossa missão incorporou a necessidade de terras.
Para continuar a nos movimentar, passamos a buscar incessantemente por combustíveis, o petróleo passou a ter suma importância.
Descobrimos a nossa forte relação com a água, e a nossa incapacidade de melhor aproveitar um recurso, por um lado abundante, por outro tão escasso. Tão útil para a existência humana, quanto o ar que respiramos e o alimento que ingerimos. Podemos afirmar, sem medo de errar, que todo o nosso futuro depende deste líquido, sem cor e sem cheiro.
A predominância de uns poucos sobre muitos, por terem em maior quantidade, o que em cada momento era vital, sempre existiu entre nós.
Tenho a forte convicção, que o que nos propiciou evolução, foi a informação.
Por sorte, esse recurso não está escasso, é abundante, sofre transformações e se multiplica facilmente.
Surge então, sobre esse assunto, um novo paradigma. Se é de relativa facilidade a sua obtenção, como sobrepujar a maioria?
A mim parece que, quem não souber fazer uso desse recurso, não souber partilhar, estará fadado a fazer parte da minoria.
Antes, é preciso saber garimpá-lo. A sua obtenção requer esforço e investimento. Precisa conhecer bem esse recurso, pois, “nem tudo que brilha é ouro”. E mesmo o ouro precisa sofrer transformação, tirar-lhe as impurezas para apurar o real valor.
A humanidade precisa desesperadamente de água e de informação. Já as empresas, precisam avidamente de informação, não apenas obtê-la, mas sim, prospectar, processar, transformar e distribuir adequadamente, tanto interna, quanto externamente.
O que a sua empresa vende? Produtos? Serviços?
Venda informações, e entregue junto produtos e/ou serviços!
Por: Carlos R. Gomes
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O executivo e o Chef
O executivo e o Chef:
Um executivo de uma empresa que não apresentava bons resultados já por algum tempo, ao saber que seu amigo Felicio, um renomado chef de um restaurante encontrava-se em férias, o procurou, pois, muito tempo havia se passado desde o último encontro descontraído.
- Olá Felicio, como vai?
- Bem, eu estou muito bem, já você não me parece muito bem, posso ajudá-lo?
- Sim, me explique como é o seu trabalho e a sua rotina, por favor.
- Está bem, vamos lá!
“ Começo a semana planejando o cardápio da próxima semana, assim haverá tempo para escolher cuidadosamente os ingredientes que deverão ser comprados. Converso em seguida com o proprietário do restaurante, informo a ele os pratos que pretendo produzir. Aí, ele me passa sua expectativa de clientes para esses pratos, assim fico sabendo quantos precisarei fazer, e consequentemente quantos ingredientes serão necessários. Reúno meu pessoal, discuto com eles, ouço suas opiniões, fazemos algumas aparas. Verificamos nossos estoques atuais e verificamos os equipamentos e utensílios necessários, nada pode ser esquecido. Vencida essa etapa, discutimos e preparamos a apresentação do cardápio, novamente ouvimos sugestões, agora sobre a apresentação dos pratos e quando possível, decoração do salão de refeições com motivos inerentes aos pratos. O próximo passo é definir os preços dos pratos, com todas as informações reunidas, como custo dos ingredientes, dos insumos e do pessoal envolvido, para isto, enviamos todas as nossas informações ao gerente do restaurante, que juntamente com o dono do restaurante irá definir os preços, mandar confeccionar os cardápios, material de propaganda e publicidade, preparar o convite para algumas pessoas importantes. Com tudo pronto, ao longo da semana, ao término de cada expediente, fazemos uma nova discussão para avaliar os resultados e planejar e/ou corrigir as ações do dia seguinte”.
- Mas vocês fazem exatamente assim, não é cansativo?
- Houve um tempo que chegamos a acreditar que era cansativo sim, mas, percebemos que havia prazer nisso quando todos participavam, dispúnhamos de tempo para aperfeiçoar nossas tarefas, e tínhamos nisso, um bom motivo para nos conhecer individual e coletivamente.
- Ótimo, acho que vou conseguir me lembrar de todas as suas palavras.
- Está planejando mudar de ramo, ser meu concorrente ou abrir um restaurante?
- Nada disso meu amigo, quero sim, é melhorar minha empresa, recolocá-la nos trilhos. Vou implantar tudo que você me ensinou. Você acaba de me passar a receita mais deliciosa que você poderia dar: A receita para o sucesso de uma empresa. Muito obrigado, entendi bem o recado, farei pequenas adaptações e complementações necessárias.
- Puxa! E eu achando que só entendia de gourméts!
Carlos R. Gomes
Um executivo de uma empresa que não apresentava bons resultados já por algum tempo, ao saber que seu amigo Felicio, um renomado chef de um restaurante encontrava-se em férias, o procurou, pois, muito tempo havia se passado desde o último encontro descontraído.
- Olá Felicio, como vai?
- Bem, eu estou muito bem, já você não me parece muito bem, posso ajudá-lo?
- Sim, me explique como é o seu trabalho e a sua rotina, por favor.
- Está bem, vamos lá!
“ Começo a semana planejando o cardápio da próxima semana, assim haverá tempo para escolher cuidadosamente os ingredientes que deverão ser comprados. Converso em seguida com o proprietário do restaurante, informo a ele os pratos que pretendo produzir. Aí, ele me passa sua expectativa de clientes para esses pratos, assim fico sabendo quantos precisarei fazer, e consequentemente quantos ingredientes serão necessários. Reúno meu pessoal, discuto com eles, ouço suas opiniões, fazemos algumas aparas. Verificamos nossos estoques atuais e verificamos os equipamentos e utensílios necessários, nada pode ser esquecido. Vencida essa etapa, discutimos e preparamos a apresentação do cardápio, novamente ouvimos sugestões, agora sobre a apresentação dos pratos e quando possível, decoração do salão de refeições com motivos inerentes aos pratos. O próximo passo é definir os preços dos pratos, com todas as informações reunidas, como custo dos ingredientes, dos insumos e do pessoal envolvido, para isto, enviamos todas as nossas informações ao gerente do restaurante, que juntamente com o dono do restaurante irá definir os preços, mandar confeccionar os cardápios, material de propaganda e publicidade, preparar o convite para algumas pessoas importantes. Com tudo pronto, ao longo da semana, ao término de cada expediente, fazemos uma nova discussão para avaliar os resultados e planejar e/ou corrigir as ações do dia seguinte”.
- Mas vocês fazem exatamente assim, não é cansativo?
- Houve um tempo que chegamos a acreditar que era cansativo sim, mas, percebemos que havia prazer nisso quando todos participavam, dispúnhamos de tempo para aperfeiçoar nossas tarefas, e tínhamos nisso, um bom motivo para nos conhecer individual e coletivamente.
- Ótimo, acho que vou conseguir me lembrar de todas as suas palavras.
- Está planejando mudar de ramo, ser meu concorrente ou abrir um restaurante?
- Nada disso meu amigo, quero sim, é melhorar minha empresa, recolocá-la nos trilhos. Vou implantar tudo que você me ensinou. Você acaba de me passar a receita mais deliciosa que você poderia dar: A receita para o sucesso de uma empresa. Muito obrigado, entendi bem o recado, farei pequenas adaptações e complementações necessárias.
- Puxa! E eu achando que só entendia de gourméts!
Carlos R. Gomes
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ambiente organizacional, ou "Caldeirão da Evolução Empresarial"
Ambiente Organizacional
Ambiente organizacional, ou como gosto de chamar: “Caldeirão da evolução empresarial”.
Mais e mais empresas estão descobrindo as vantagens em manter um ambiente saudável, em todos os sentidos. Não é uma tarefa fácil, não há garantias de sucesso, mas é um caminho que fatalmente todas as empresas deverão seguir.
Nesse Caldeirão da evolução empresarial são temperados líderes, colaboradores tomam o lugar dos funcionários como seletos ingredientes, o conhecimento é espargido em abundância, as disputas internas dão lugar ao companheirismo, o salário passa a se chamar benefícios e participação nos resultados, o local de trabalho se torna um terreno da agricultura, onde o solo bem preparado propicia bons frutos, mesmo em culturas frágeis. Quanto mais cedo todos entenderem isso, mais cedo as empresas se tornarão competitivas, possuidoras de um valor patrimonial crescente, firme e constante.
Por muito tempo acreditou-se que apenas as grandes empresas, além de nascerem grandes, poderiam continuar grandes. Ledo engano!
Temos presenciado micro empresas se tornarem grandes empresas, e também, grandes empresas desaparecerem da noite para o dia.
Então, qual o segredo para crescer e se manter crescente?
Não é uma fórmula mágica, não é simples e pode não ser rápido. Gestão participativa, ambiente propício à disseminação de idéias, facilitação ao surgimento de verdadeiros líderes, estímulo à criatividade, salários e premiações justas, eficiente canal de comunicação externo, interno, de cima para baixo, de baixo para cima e para os lados. Grande desafio, não? Mas, uma idéia é só uma idéia, a menos que parta para ação, para a concretização, quando então, deixa de ser apenas uma idéia e começa a se tornar realidade.
Ambiente organizacional, ou como gosto de chamar: “Caldeirão da evolução empresarial”.
Mais e mais empresas estão descobrindo as vantagens em manter um ambiente saudável, em todos os sentidos. Não é uma tarefa fácil, não há garantias de sucesso, mas é um caminho que fatalmente todas as empresas deverão seguir.
Nesse Caldeirão da evolução empresarial são temperados líderes, colaboradores tomam o lugar dos funcionários como seletos ingredientes, o conhecimento é espargido em abundância, as disputas internas dão lugar ao companheirismo, o salário passa a se chamar benefícios e participação nos resultados, o local de trabalho se torna um terreno da agricultura, onde o solo bem preparado propicia bons frutos, mesmo em culturas frágeis. Quanto mais cedo todos entenderem isso, mais cedo as empresas se tornarão competitivas, possuidoras de um valor patrimonial crescente, firme e constante.
Por muito tempo acreditou-se que apenas as grandes empresas, além de nascerem grandes, poderiam continuar grandes. Ledo engano!
Temos presenciado micro empresas se tornarem grandes empresas, e também, grandes empresas desaparecerem da noite para o dia.
Então, qual o segredo para crescer e se manter crescente?
Não é uma fórmula mágica, não é simples e pode não ser rápido. Gestão participativa, ambiente propício à disseminação de idéias, facilitação ao surgimento de verdadeiros líderes, estímulo à criatividade, salários e premiações justas, eficiente canal de comunicação externo, interno, de cima para baixo, de baixo para cima e para os lados. Grande desafio, não? Mas, uma idéia é só uma idéia, a menos que parta para ação, para a concretização, quando então, deixa de ser apenas uma idéia e começa a se tornar realidade.
terça-feira, 14 de julho de 2009
O processo entropico nas empresas - uma crônica da medicina empresarial - última parte
Parte 5
A retomada das conversas deveria ser mais serena, caberia a mim a retomada das discussões, ponderando, coordenando, fazendo aparas. E assim foi.
Terminadas as acusações, levantamentos de pontos em comum seria a minha deixa.
- Podemos dizer sem medo de errar que a junção das três energias presentes, resultou em uma empresa com potencial enorme para o sucesso. Cada sócio dominava uma área da empresa, todos com experiência em planejar, executar, avaliar, discutir e reavaliar antes de seguir em frente. Um ponto muito positivo.
- A introdução de um novo produto, normalmente é um forte sinal de amadurecimento e empreendedorismo, porém, não obteve unanimidade. Jamais devemos adotar a postura do “não concordo, vai dar errado, mas se assim o querem...”
- A introdução de um novo produto precisa ser bastante discutida, ponderadas todas as possibilidades, o ideal seria encomendar uma pesquisa de mercado. Tal pesquisa poderia ter sido caseira, se ainda restasse dúvidas, talvez valeria a pena contratar uma empresa especializada.
- Devemos sempre acreditar em nossos “insides”, mas também precisamos ser auto-críticos, mas, o mais importante, saber ouvir críticas.
- Igualmente importante é saber fazer críticas, criticar por criticar é sempre iniciar um embate.
- Aprende-se muito com os erros alheios, mas devemos estar atentos para aprendermos também com os nossos erros.
- O lançamento desse novo produto teve um início equivocado, não apenas pela falta da ampla discussão, mas acima de tudo, pela falta de planejamento, e um terceiro pecado, não se buscou o engajamento dos colaboradores, os que controlam, os que produzem e os que vendem.
- A empresa é quem mais está sofrendo, uma divisão interna, uma baixa no quadro de colaboradores, e uma sangria nos caixas.
- O passo seguinte deve ser o de corrigir, a área de vendas deve certificar-se da viabilidade do produto no mercado quanto a sua aceitação, sua apresentação, forma de distribuição e seu preço ideal, a área de produção deve avaliar a aquisição de matérias primas e possíveis reaproveitamentos, produção e estocagem, a área financeira deve quantificar, apurar custos totais de fabricação e de distribuição, bem como os custos comerciais e os impostos, apurar o preço de venda e analisar a lucratividade, e o bom senso de todos deve decidir pela continuidade ou não.
- A demissão do supervisor de vendas deve ser revista, pois há sinais de ressentimentos internos por sua demissão, uma vez que o mesmo sempre apresentou dedicação e disponibilidades para com todos. O motivo de sua demissão não se prendeu ao fato de ser incompetente, mas pela falta de resultados substanciais aparentes. Sim, aparentes. O lançamento de um novo produto, algumas vezes provoca mudanças de comportamentos, mais ainda, carecia de um novo nicho de mercado, com novos clientes e possivelmente, novas praças. O resultado dificilmente vem da noite para o dia.
Tendo todos concordado, percebia-se um alívio em todos e uma certeza, sairiam mais fortalecidos, o mal estar estava superado. Uma sensação de leveza e alegria reinava no ar, a vontade de continuar e de dar certo se estampava em cada um daqueles rostos. O alívio, a alegria e a energia daqueles três mosqueteiros novamente reunidos, certamente transbordavam, e de tal forma, que não apenas a sala, mas toda a empresa seria invadida por aquela energia positiva.
Posso estar enganado, mas, aquela energia positiva era tão intensa, estava tão maximizada, que por si só, neutralizaria qualquer energia negativa entre os colaboradores.
Senti-me imensamente satisfeito, não por ter comprovado minha eficácia, mas, sinceramente pela certeza que aquela jovem empresa, seguindo algumas mudanças de hábitos, seguir a prescrição, e com alguns exercícios de conversar e ouvir atentamente, certamente sairia do processo entrópico, e sem medo de errar, posso dizer que terá muitos anos de vida, tomara nunca envelheça, apenas ganhe mais anos e anos de experiência.
A retomada das conversas deveria ser mais serena, caberia a mim a retomada das discussões, ponderando, coordenando, fazendo aparas. E assim foi.
Terminadas as acusações, levantamentos de pontos em comum seria a minha deixa.
- Podemos dizer sem medo de errar que a junção das três energias presentes, resultou em uma empresa com potencial enorme para o sucesso. Cada sócio dominava uma área da empresa, todos com experiência em planejar, executar, avaliar, discutir e reavaliar antes de seguir em frente. Um ponto muito positivo.
- A introdução de um novo produto, normalmente é um forte sinal de amadurecimento e empreendedorismo, porém, não obteve unanimidade. Jamais devemos adotar a postura do “não concordo, vai dar errado, mas se assim o querem...”
- A introdução de um novo produto precisa ser bastante discutida, ponderadas todas as possibilidades, o ideal seria encomendar uma pesquisa de mercado. Tal pesquisa poderia ter sido caseira, se ainda restasse dúvidas, talvez valeria a pena contratar uma empresa especializada.
- Devemos sempre acreditar em nossos “insides”, mas também precisamos ser auto-críticos, mas, o mais importante, saber ouvir críticas.
- Igualmente importante é saber fazer críticas, criticar por criticar é sempre iniciar um embate.
- Aprende-se muito com os erros alheios, mas devemos estar atentos para aprendermos também com os nossos erros.
- O lançamento desse novo produto teve um início equivocado, não apenas pela falta da ampla discussão, mas acima de tudo, pela falta de planejamento, e um terceiro pecado, não se buscou o engajamento dos colaboradores, os que controlam, os que produzem e os que vendem.
- A empresa é quem mais está sofrendo, uma divisão interna, uma baixa no quadro de colaboradores, e uma sangria nos caixas.
- O passo seguinte deve ser o de corrigir, a área de vendas deve certificar-se da viabilidade do produto no mercado quanto a sua aceitação, sua apresentação, forma de distribuição e seu preço ideal, a área de produção deve avaliar a aquisição de matérias primas e possíveis reaproveitamentos, produção e estocagem, a área financeira deve quantificar, apurar custos totais de fabricação e de distribuição, bem como os custos comerciais e os impostos, apurar o preço de venda e analisar a lucratividade, e o bom senso de todos deve decidir pela continuidade ou não.
- A demissão do supervisor de vendas deve ser revista, pois há sinais de ressentimentos internos por sua demissão, uma vez que o mesmo sempre apresentou dedicação e disponibilidades para com todos. O motivo de sua demissão não se prendeu ao fato de ser incompetente, mas pela falta de resultados substanciais aparentes. Sim, aparentes. O lançamento de um novo produto, algumas vezes provoca mudanças de comportamentos, mais ainda, carecia de um novo nicho de mercado, com novos clientes e possivelmente, novas praças. O resultado dificilmente vem da noite para o dia.
Tendo todos concordado, percebia-se um alívio em todos e uma certeza, sairiam mais fortalecidos, o mal estar estava superado. Uma sensação de leveza e alegria reinava no ar, a vontade de continuar e de dar certo se estampava em cada um daqueles rostos. O alívio, a alegria e a energia daqueles três mosqueteiros novamente reunidos, certamente transbordavam, e de tal forma, que não apenas a sala, mas toda a empresa seria invadida por aquela energia positiva.
Posso estar enganado, mas, aquela energia positiva era tão intensa, estava tão maximizada, que por si só, neutralizaria qualquer energia negativa entre os colaboradores.
Senti-me imensamente satisfeito, não por ter comprovado minha eficácia, mas, sinceramente pela certeza que aquela jovem empresa, seguindo algumas mudanças de hábitos, seguir a prescrição, e com alguns exercícios de conversar e ouvir atentamente, certamente sairia do processo entrópico, e sem medo de errar, posso dizer que terá muitos anos de vida, tomara nunca envelheça, apenas ganhe mais anos e anos de experiência.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
O processo entrópico nas empresas - uma crônica da medicina empresarial - 4a. parte
Parte 4
Estava combinado com os donos da empresa que minha visita poderia durar o dia todo. Eu tentaria levantar o maior número possível de informações que pudessem me mostrar qual ou quais eram os problemas daquela jovem empresa. Eu não poderia ter pressa, mesmo sob pressão, eu deveria levantar todas as informações relevantes, antes de dar um diagnóstico e receitar um remédio, que com toda a certeza, não seria doce nem de baixo custo, pois remédio algum, independente do seu preço, tem um baixo custo.
Iríamos começar, obviamente, pela entrevista com os proprietários. Eu já possuía um questionário mental, mas deveria tomar cuidado. Deixar que eles falassem mais do que eu, se possível, um de cada vez, e depois todos juntos. Isso serve para evidenciar se há desentendimentos entre os sócios, o quão estão coesos, bem como, o quão cada um conhece a própria empresa.
Conversei com cada um em separado, fiz alguns levantamentos, a radiografia estava pronta. Algumas de minhas suspeitas tinham se confirmado, mas era preciso seguir com os exames, não deixar nada de fora. Não correr o risco de atacar um mal central, e esquecer ou deixar de lado, desconsiderar o mal periférico, que como um câncer instalado, tende a progredir, em aceleração constante. Existia até mesmo a possibilidade de o mal central, ter desencadeado por todo o restante do corpo seus malefícios, afinal, todos os funcionários são atentos ao que acontece na alta administração, muitos poderiam ter se contaminado. Eu tinha que me certificar.
O passo seguinte era conversar com todos juntos, fazer mais algumas perguntas, repetir outras, e ouvir, ouvir atentamente, inclusive, fazer a leitura da linguagem não verbal, muito importante, algumas vezes, mais importante que a linguagem verbal.
Passados mais de trinta minutos naquela conversa, se é que após os primeiros cinco minutos continuou como conversa, os ânimos estavam exaltados. Sugeri uma pausa para um café, o que todos concordaram. Era bastante útil aquela pausa, permitiria a todos entender o que estava acontecendo, refletir melhor sobre seu ponto de vista e avaliar as opiniões contrárias. Eu sabia exatamente o que fazer.
Desnecessário dizer que aquela pausa, que deveria ser breve, durou mais de quinze minutos. Posso dizer com certeza que não demorou, levou o tempo necessário para a retomada das conversas.
Pude prever que entre três sócios, quais voltariam da pausa juntos, mais unidos, e com uma decisão em mente. A mim competia rapidamente avaliar as possibilidades e prever seus reflexos. Se a empresa, após aquela reunião, estaria fortalecida, mais enfraquecida, ou pronta para uma dissolução, o que não seria bom para ninguém. Não havia como ser diferente, eu já estava envolvido totalmente com aquela jovem empresa. Foi quando me lembrei de um dos meus princípios: “A empresa é mais importante que seus proprietários, e até mesmo, que seus colaboradores. Se a empresa for bem, os sócios irão bem, os funcionários irão bem.”
Estava combinado com os donos da empresa que minha visita poderia durar o dia todo. Eu tentaria levantar o maior número possível de informações que pudessem me mostrar qual ou quais eram os problemas daquela jovem empresa. Eu não poderia ter pressa, mesmo sob pressão, eu deveria levantar todas as informações relevantes, antes de dar um diagnóstico e receitar um remédio, que com toda a certeza, não seria doce nem de baixo custo, pois remédio algum, independente do seu preço, tem um baixo custo.
Iríamos começar, obviamente, pela entrevista com os proprietários. Eu já possuía um questionário mental, mas deveria tomar cuidado. Deixar que eles falassem mais do que eu, se possível, um de cada vez, e depois todos juntos. Isso serve para evidenciar se há desentendimentos entre os sócios, o quão estão coesos, bem como, o quão cada um conhece a própria empresa.
Conversei com cada um em separado, fiz alguns levantamentos, a radiografia estava pronta. Algumas de minhas suspeitas tinham se confirmado, mas era preciso seguir com os exames, não deixar nada de fora. Não correr o risco de atacar um mal central, e esquecer ou deixar de lado, desconsiderar o mal periférico, que como um câncer instalado, tende a progredir, em aceleração constante. Existia até mesmo a possibilidade de o mal central, ter desencadeado por todo o restante do corpo seus malefícios, afinal, todos os funcionários são atentos ao que acontece na alta administração, muitos poderiam ter se contaminado. Eu tinha que me certificar.
O passo seguinte era conversar com todos juntos, fazer mais algumas perguntas, repetir outras, e ouvir, ouvir atentamente, inclusive, fazer a leitura da linguagem não verbal, muito importante, algumas vezes, mais importante que a linguagem verbal.
Passados mais de trinta minutos naquela conversa, se é que após os primeiros cinco minutos continuou como conversa, os ânimos estavam exaltados. Sugeri uma pausa para um café, o que todos concordaram. Era bastante útil aquela pausa, permitiria a todos entender o que estava acontecendo, refletir melhor sobre seu ponto de vista e avaliar as opiniões contrárias. Eu sabia exatamente o que fazer.
Desnecessário dizer que aquela pausa, que deveria ser breve, durou mais de quinze minutos. Posso dizer com certeza que não demorou, levou o tempo necessário para a retomada das conversas.
Pude prever que entre três sócios, quais voltariam da pausa juntos, mais unidos, e com uma decisão em mente. A mim competia rapidamente avaliar as possibilidades e prever seus reflexos. Se a empresa, após aquela reunião, estaria fortalecida, mais enfraquecida, ou pronta para uma dissolução, o que não seria bom para ninguém. Não havia como ser diferente, eu já estava envolvido totalmente com aquela jovem empresa. Foi quando me lembrei de um dos meus princípios: “A empresa é mais importante que seus proprietários, e até mesmo, que seus colaboradores. Se a empresa for bem, os sócios irão bem, os funcionários irão bem.”
sexta-feira, 10 de julho de 2009
O processo entrópico nas empresas - uma crônica da medicina empresarial - 3a. parte
Parte 3
Ao chegar em casa, beijei minha esposa e abracei meus filhos, era muito bom poder estar com eles mais uma vez.
Após tomar um bom banho, senti-me renovado, pus-me à função de marido e pai.
Verifiquei as mensagens em minha caixa postal digital, li algumas notícias, atestei que a imagem do Brasil é melhor lá fora do que aqui dentro, me descontraí um pouco rindo com algumas mensagens engraçadas e vídeos que me mandam por email, folheei algumas páginas de uma revista técnica da minha área. Já estava ficando tarde para eu levar minha filha caçula para a escola.
Tomamos um café, enquanto minha filha do meio reclamava do uniforme da escola. Isso era bastante normal, na idade dela existem mais queixas que agradecimentos, maior entrosamento com as amigas do que em casa. Uma fase que passa, ficam só algumas lembranças.
Meu filho não quis me esperar, terminou seu café e saiu bastante apressado. Lembrei rindo de uma frase: “Aonde querem ir os jovens com tanta pressa. E por que precisam do carro do pai?”. Talvez logo, logo, meu filho irá pedir o carro emprestado.
Minha esposa ainda não tinha sequer iniciado seu café, não parava um instante, serve um, serve outro. Como ela conseguia isso, qual a receita, acho que a cada piscada minha, ela se multiplicava por dez para dar conta de tantos afazeres. O mais gostoso era, quando nossos olhares se cruzavam, ela ainda conseguia me dar um sorriso.
Por fim, tomei a mochila da minha filhinha, no instante em que a do meio saía pela porta, mal se despedindo. Tomei o caminho da escola, segurando a minha filhinha pela mão, sua mochila na outra.
Conversávamos pelo caminho, bem, quero dizer, minha filhinha conversava comigo, sim, como fala! Eu mal terminava de dar uma resposta e lá vinha outra pergunta, se eu perguntava o nome da coleguinha do assunto, ela já estava falando de outra amiguinha. Percebi então, que não era uma tarefa fácil acompanhar os meus três filhos, tão iguais e tão diferentes!
Pude perceber com tamanha clareza, como eu sou feliz! Amo o meu trabalho. Amo minha esposa e meus três filhos, não importa que eles se critiquem e nos critiquem, somos uma família, com erros e acertos, cada qual com uma preferência diferente do outro. Somos uma família!
Ao chegar em casa, beijei minha esposa e abracei meus filhos, era muito bom poder estar com eles mais uma vez.
Após tomar um bom banho, senti-me renovado, pus-me à função de marido e pai.
Verifiquei as mensagens em minha caixa postal digital, li algumas notícias, atestei que a imagem do Brasil é melhor lá fora do que aqui dentro, me descontraí um pouco rindo com algumas mensagens engraçadas e vídeos que me mandam por email, folheei algumas páginas de uma revista técnica da minha área. Já estava ficando tarde para eu levar minha filha caçula para a escola.
Tomamos um café, enquanto minha filha do meio reclamava do uniforme da escola. Isso era bastante normal, na idade dela existem mais queixas que agradecimentos, maior entrosamento com as amigas do que em casa. Uma fase que passa, ficam só algumas lembranças.
Meu filho não quis me esperar, terminou seu café e saiu bastante apressado. Lembrei rindo de uma frase: “Aonde querem ir os jovens com tanta pressa. E por que precisam do carro do pai?”. Talvez logo, logo, meu filho irá pedir o carro emprestado.
Minha esposa ainda não tinha sequer iniciado seu café, não parava um instante, serve um, serve outro. Como ela conseguia isso, qual a receita, acho que a cada piscada minha, ela se multiplicava por dez para dar conta de tantos afazeres. O mais gostoso era, quando nossos olhares se cruzavam, ela ainda conseguia me dar um sorriso.
Por fim, tomei a mochila da minha filhinha, no instante em que a do meio saía pela porta, mal se despedindo. Tomei o caminho da escola, segurando a minha filhinha pela mão, sua mochila na outra.
Conversávamos pelo caminho, bem, quero dizer, minha filhinha conversava comigo, sim, como fala! Eu mal terminava de dar uma resposta e lá vinha outra pergunta, se eu perguntava o nome da coleguinha do assunto, ela já estava falando de outra amiguinha. Percebi então, que não era uma tarefa fácil acompanhar os meus três filhos, tão iguais e tão diferentes!
Pude perceber com tamanha clareza, como eu sou feliz! Amo o meu trabalho. Amo minha esposa e meus três filhos, não importa que eles se critiquem e nos critiquem, somos uma família, com erros e acertos, cada qual com uma preferência diferente do outro. Somos uma família!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
O processo entrópico nas empresas - uma crônica da medicina empresarial - parte 2
Parte 2
A caminho de casa, não deixava de pensar naquela jovem empresa, muitas lembranças me vieram à memória.
Comecei a repassar todos os casos que tinha presenciado ou tomado conhecimento, com a certeza de que poderia recuperar aquela empresa, colocá-la no caminho do crescimento sustentado, mas um pensamento me congelou a alma, “e se a entropia estivesse muito mais avançada que eu imaginei, e se os proprietários daquela jovem empresa fossem a causa do problema, e se....”. Entendi que não deveria me antecipar aos fatos, somente depois de minuciosos exames seria possível uma diagnose precisa, uma boa conversa com os principais colaboradores deveria ajudar muito.
Tentar me antecipar aos fatos, além de perigoso, poderia apenas me turvar a mente, sim, sem os exames adequados, corria o risco de tirar conclusões precipitadas, de ir visitar a empresa com pré conceitos, identificar uma possível causa e acreditar que ali estava toda a verdade. O ideal seria estudar com calma, analisar, avaliar, pesquisar, analisar e buscar uma solução, mas sempre, avaliando todas as possibilidades. Procurar ter certeza sobre qual seria o centro dos problemas, e qual seria a melhor alternativa para reverter aquele processo entrópico.
Sem jamais esquecer que, seja qual for a causa, o remédio básico para a entropia é: Maximizar as energias positivas. Isto foi bem apreendido por mim ao longo de vários anos de faculdade, pós graduação e participação em diversos outros cursos da área de administração, além de palestras e muita leitura de livros técnicos, tudo aliado a pesquisas, inclusive na internet.Tendo adquirido experiências válidas, tanto pelo sucesso obtido, mas também pelos fracassos sofridos, eu sabia que apenas maximizar as energias positivas não seria o bastante. Eu teria que ir além, iria tentar também, minimizar até perto da neutralização as energias negativas. Algumas vezes, a figura de uma eminência parda traz sérios estragos a uma organização, colaboradores desestimulados, falta ou erro de foco, também deveriam ser avaliados. Eu mal podia esperar o resultado dos exames preliminares, as radiografias.
A caminho de casa, não deixava de pensar naquela jovem empresa, muitas lembranças me vieram à memória.
Comecei a repassar todos os casos que tinha presenciado ou tomado conhecimento, com a certeza de que poderia recuperar aquela empresa, colocá-la no caminho do crescimento sustentado, mas um pensamento me congelou a alma, “e se a entropia estivesse muito mais avançada que eu imaginei, e se os proprietários daquela jovem empresa fossem a causa do problema, e se....”. Entendi que não deveria me antecipar aos fatos, somente depois de minuciosos exames seria possível uma diagnose precisa, uma boa conversa com os principais colaboradores deveria ajudar muito.
Tentar me antecipar aos fatos, além de perigoso, poderia apenas me turvar a mente, sim, sem os exames adequados, corria o risco de tirar conclusões precipitadas, de ir visitar a empresa com pré conceitos, identificar uma possível causa e acreditar que ali estava toda a verdade. O ideal seria estudar com calma, analisar, avaliar, pesquisar, analisar e buscar uma solução, mas sempre, avaliando todas as possibilidades. Procurar ter certeza sobre qual seria o centro dos problemas, e qual seria a melhor alternativa para reverter aquele processo entrópico.
Sem jamais esquecer que, seja qual for a causa, o remédio básico para a entropia é: Maximizar as energias positivas. Isto foi bem apreendido por mim ao longo de vários anos de faculdade, pós graduação e participação em diversos outros cursos da área de administração, além de palestras e muita leitura de livros técnicos, tudo aliado a pesquisas, inclusive na internet.Tendo adquirido experiências válidas, tanto pelo sucesso obtido, mas também pelos fracassos sofridos, eu sabia que apenas maximizar as energias positivas não seria o bastante. Eu teria que ir além, iria tentar também, minimizar até perto da neutralização as energias negativas. Algumas vezes, a figura de uma eminência parda traz sérios estragos a uma organização, colaboradores desestimulados, falta ou erro de foco, também deveriam ser avaliados. Eu mal podia esperar o resultado dos exames preliminares, as radiografias.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O processo entrópic nas empresas - um crônica da medicina empresarial - parte 1
“O processo entrópico nas empresas” – uma crônica da medicina empresarial
Parte 1
Passava das 4:00hs da manhã, o plantão deveria terminar logo mais.
No momento em que me preparava para recostar no sofá e relaxar um pouco, ouvi pelo inter comunicador a recepcionista gritar: “Atenção: paciente em estado grave dando entrada na sala de cirurgia”. Não pensei duas vezes, me levantei, apertei a gravata e me dirigi para a sala.
No meio do caminho uma enfermeira veio ao meu encontro com as informações sobre o paciente:
Era uma empresa jovem ainda, menos de 3 anos de existência, estava perdendo muitos recursos financeiros, alguns órgãos apresentavam sinais de colapso. A área de compras tinha diminuído o volume de compras. A área de vendas tinha sofrido algumas baixas, um supervisor de vendas havia se demitido. A notícia boa era que a empresa ainda tinha algumas reservas, tanto de matérias primas quanto financeiras.
Entrei na sala de cirurgia, ao constatar aquela empresa tão jovem, ali, implorando por ajuda.
Eu não poderia fazer muita coisa naquele momento, tinha que estancar a perda de recursos financeiros, mas instintivamente, sabia que alguns exames seriam necessários. Mesmo sabendo que a entropia acomete 100% das organizações, aquela jovem empresa apresentava sinais de entropia avançada. Era preciso descobrir o que aconteceu, como uma empresa tão jovem e vigorosa poderia apresentar sinais tão adiantados.
Eu e minha equipe fizemos o que era possível naquele momento, mas era necessário se aprofundar mais na investigação, precisaríamos de uma raio-x para começar, e depois, se necessário, pedir mais alguns exames.
Após receitar um novo produto e uma nova roupagem para os produtos já em linha, além da contratação de um novo supervisor de vendas, um que gostasse muito de vendas, ainda que com pouca experiência, mas que acima de tudo, goste da empresa e de vender, entendi que poderia ir para casa e descansar adequadamente, parte do problema estava resolvido, mas seria preciso muito mais para salvar aquela jovem empresa.
Parte 1
Passava das 4:00hs da manhã, o plantão deveria terminar logo mais.
No momento em que me preparava para recostar no sofá e relaxar um pouco, ouvi pelo inter comunicador a recepcionista gritar: “Atenção: paciente em estado grave dando entrada na sala de cirurgia”. Não pensei duas vezes, me levantei, apertei a gravata e me dirigi para a sala.
No meio do caminho uma enfermeira veio ao meu encontro com as informações sobre o paciente:
Era uma empresa jovem ainda, menos de 3 anos de existência, estava perdendo muitos recursos financeiros, alguns órgãos apresentavam sinais de colapso. A área de compras tinha diminuído o volume de compras. A área de vendas tinha sofrido algumas baixas, um supervisor de vendas havia se demitido. A notícia boa era que a empresa ainda tinha algumas reservas, tanto de matérias primas quanto financeiras.
Entrei na sala de cirurgia, ao constatar aquela empresa tão jovem, ali, implorando por ajuda.
Eu não poderia fazer muita coisa naquele momento, tinha que estancar a perda de recursos financeiros, mas instintivamente, sabia que alguns exames seriam necessários. Mesmo sabendo que a entropia acomete 100% das organizações, aquela jovem empresa apresentava sinais de entropia avançada. Era preciso descobrir o que aconteceu, como uma empresa tão jovem e vigorosa poderia apresentar sinais tão adiantados.
Eu e minha equipe fizemos o que era possível naquele momento, mas era necessário se aprofundar mais na investigação, precisaríamos de uma raio-x para começar, e depois, se necessário, pedir mais alguns exames.
Após receitar um novo produto e uma nova roupagem para os produtos já em linha, além da contratação de um novo supervisor de vendas, um que gostasse muito de vendas, ainda que com pouca experiência, mas que acima de tudo, goste da empresa e de vender, entendi que poderia ir para casa e descansar adequadamente, parte do problema estava resolvido, mas seria preciso muito mais para salvar aquela jovem empresa.
terça-feira, 7 de julho de 2009
O processo entrópico nas empresas
A entropia decorre de uma lei natural, em que todas as formas de organização caminham para a desorganização e morte. Se entendermos que uma empresa é uma forma de organização, logo, esta caminhará naturalmente para a desorganização e morte. As empresas precisam perpetuar, aumentar ou no mínimo manter a sua capacidade de gerar riquezas. As informações são geradas cada vêz mais em maior número, gênero e gráu. As pessoas recebem uma nova informação, juntam às que já possuem e criam uma outra informação. As empresas foram criadas por pessoas para pessoas. As informações são criadas por pessoas para pessoas. Quando a informação sofre uma mudança de qualidade dentro de uma oganização, esta sofre uma mudança. Se a mudança de qualidade da informação em uma organização for negativa, tem-se aí o processo entrópico afirmativo. A geração da entropia negativa deve ser obtida através da geração, captação, transformação, distribuição e retro-alimentação da informação de qualidade positiva. Uma das ferramentas de geração da entropia negativa é o Planejamento, seja Estratégico, Tático ou Operacional, melhor ainda, a utilização dos tres tipos. Outra ferramenta, o investimento nas satisfações pessoais dos clientes, objeto da existência das empresas. E finalmente, não será possível a utilização adequada das ferramentas anteriores, se não existir colaboradores adequadamente comprometidos e satisfeitos pessoal e profissionalmente.
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