sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Espionagem, Marketing & Vendas

Espionagem, Marketing & Vendas
O serviço de espionagem tem por objetivo a busca de dados, fatos e informações estratégicas.
O Marketing objetiva colocar a empresa em contato direto com consumidores alvo.
Vendas busca oferecer produtos e serviços com valor agregado aos consumidores alvo da empresa.
Quando a área de Marketing faz uso da espionagem politicamente correta, de forma a municiar seus soldados (corpo de vendas) com as melhores informações sobre o comportamento do campo de guerra (mercado), a empresa passa então, a ter uma chance muito maior de obter êxito na batalha pela sobrevivência no mundo dos negócios.
Detalhes do campo de batalha, acidentes geográficos, facilidades de locomoção, pontos estratégicos para reabastecimento, logística possível, rotas alternativas.
Quem são e quantos são os habitantes locais, usos e costumes, linguagens e dialetos, idade média, sua distribuição geográfica, formas de comunicação, cultura, suas crenças e suas tendências a mudanças.
Quais são as armas do inimigo, quais os seus números, seus pontos fortes e pontos fracos, qual seu histórico, qual a sua localização exata, áreas dominadas, e qual será o seu próximo passo.
A área de vendas deve se tornar-se uma fonte de informações necessárias, está constantemente no campo de batalhas, não podem ser soldados de execução, devem estar bem preparados. De volta ao QG devem atualizar e se atualizar.
As demais áreas da empresa devem dar apoio, mas, também se servir de tais informações. A integração interna deve ser completa.
A área de RH deve recrutar bons soldados, que entendam a “causa” da batalha, devem estar engajados, precisam ser treinados e motivados, além de bons soldos.
A área de Suprimentos deve estar atenta tanto à qualidade de suas compras, quanto ao valor final após a disponibilização do produto final. Não pode ser bom e caro, mas sim, bom e barato com qualidade.
Os objetivos básicos das ações de marketing devem ser: Interferir minimamente no campo de batalhas, estar um passo à frente do inimigo, sofrer o mínimo de baixas, reverter favoravelmente os pontos negativos, conquistar o máximo do território, manter sua bandeira no ponto mais alto.

Por: Carlos R. Gomes

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A água e a informação

A água e a informação
Ao longo da existência humana, em momentos diferentes, nossa existência dependeu de determinado bem.
Não querendo abrir polêmica acerca das veracidades comprovadas ou não cientificamente, vamos utilizar como válidos certos argumentos.
Há quem acredita que nossos primeiros processos de evolução, somente ocorreram pela falta de alimentos, na busca por novas fontes, deixamos nossa área de conforto e passamos a enfrentar múltiplos desafios.
Nossa habilidade em utilizar melhor os dedos, levou-nos a experimentar novos e mais nutritivos alimentos, há destaque para o tutano.
Para não delongar muito, nossa missão incorporou a necessidade de terras.
Para continuar a nos movimentar, passamos a buscar incessantemente por combustíveis, o petróleo passou a ter suma importância.
Descobrimos a nossa forte relação com a água, e a nossa incapacidade de melhor aproveitar um recurso, por um lado abundante, por outro tão escasso. Tão útil para a existência humana, quanto o ar que respiramos e o alimento que ingerimos. Podemos afirmar, sem medo de errar, que todo o nosso futuro depende deste líquido, sem cor e sem cheiro.
A predominância de uns poucos sobre muitos, por terem em maior quantidade, o que em cada momento era vital, sempre existiu entre nós.
Tenho a forte convicção, que o que nos propiciou evolução, foi a informação.
Por sorte, esse recurso não está escasso, é abundante, sofre transformações e se multiplica facilmente.
Surge então, sobre esse assunto, um novo paradigma. Se é de relativa facilidade a sua obtenção, como sobrepujar a maioria?
A mim parece que, quem não souber fazer uso desse recurso, não souber partilhar, estará fadado a fazer parte da minoria.
Antes, é preciso saber garimpá-lo. A sua obtenção requer esforço e investimento. Precisa conhecer bem esse recurso, pois, “nem tudo que brilha é ouro”. E mesmo o ouro precisa sofrer transformação, tirar-lhe as impurezas para apurar o real valor.
A humanidade precisa desesperadamente de água e de informação. Já as empresas, precisam avidamente de informação, não apenas obtê-la, mas sim, prospectar, processar, transformar e distribuir adequadamente, tanto interna, quanto externamente.
O que a sua empresa vende? Produtos? Serviços?
Venda informações, e entregue junto produtos e/ou serviços!
Por: Carlos R. Gomes

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O executivo e o Chef

O executivo e o Chef:
Um executivo de uma empresa que não apresentava bons resultados já por algum tempo, ao saber que seu amigo Felicio, um renomado chef de um restaurante encontrava-se em férias, o procurou, pois, muito tempo havia se passado desde o último encontro descontraído.
- Olá Felicio, como vai?
- Bem, eu estou muito bem, já você não me parece muito bem, posso ajudá-lo?
- Sim, me explique como é o seu trabalho e a sua rotina, por favor.
- Está bem, vamos lá!
“ Começo a semana planejando o cardápio da próxima semana, assim haverá tempo para escolher cuidadosamente os ingredientes que deverão ser comprados. Converso em seguida com o proprietário do restaurante, informo a ele os pratos que pretendo produzir. Aí, ele me passa sua expectativa de clientes para esses pratos, assim fico sabendo quantos precisarei fazer, e consequentemente quantos ingredientes serão necessários. Reúno meu pessoal, discuto com eles, ouço suas opiniões, fazemos algumas aparas. Verificamos nossos estoques atuais e verificamos os equipamentos e utensílios necessários, nada pode ser esquecido. Vencida essa etapa, discutimos e preparamos a apresentação do cardápio, novamente ouvimos sugestões, agora sobre a apresentação dos pratos e quando possível, decoração do salão de refeições com motivos inerentes aos pratos. O próximo passo é definir os preços dos pratos, com todas as informações reunidas, como custo dos ingredientes, dos insumos e do pessoal envolvido, para isto, enviamos todas as nossas informações ao gerente do restaurante, que juntamente com o dono do restaurante irá definir os preços, mandar confeccionar os cardápios, material de propaganda e publicidade, preparar o convite para algumas pessoas importantes. Com tudo pronto, ao longo da semana, ao término de cada expediente, fazemos uma nova discussão para avaliar os resultados e planejar e/ou corrigir as ações do dia seguinte”.
- Mas vocês fazem exatamente assim, não é cansativo?
- Houve um tempo que chegamos a acreditar que era cansativo sim, mas, percebemos que havia prazer nisso quando todos participavam, dispúnhamos de tempo para aperfeiçoar nossas tarefas, e tínhamos nisso, um bom motivo para nos conhecer individual e coletivamente.
- Ótimo, acho que vou conseguir me lembrar de todas as suas palavras.
- Está planejando mudar de ramo, ser meu concorrente ou abrir um restaurante?
- Nada disso meu amigo, quero sim, é melhorar minha empresa, recolocá-la nos trilhos. Vou implantar tudo que você me ensinou. Você acaba de me passar a receita mais deliciosa que você poderia dar: A receita para o sucesso de uma empresa. Muito obrigado, entendi bem o recado, farei pequenas adaptações e complementações necessárias.
- Puxa! E eu achando que só entendia de gourméts!
Carlos R. Gomes

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ambiente organizacional, ou "Caldeirão da Evolução Empresarial"

Ambiente Organizacional
Ambiente organizacional, ou como gosto de chamar: “Caldeirão da evolução empresarial”.
Mais e mais empresas estão descobrindo as vantagens em manter um ambiente saudável, em todos os sentidos. Não é uma tarefa fácil, não há garantias de sucesso, mas é um caminho que fatalmente todas as empresas deverão seguir.
Nesse Caldeirão da evolução empresarial são temperados líderes, colaboradores tomam o lugar dos funcionários como seletos ingredientes, o conhecimento é espargido em abundância, as disputas internas dão lugar ao companheirismo, o salário passa a se chamar benefícios e participação nos resultados, o local de trabalho se torna um terreno da agricultura, onde o solo bem preparado propicia bons frutos, mesmo em culturas frágeis. Quanto mais cedo todos entenderem isso, mais cedo as empresas se tornarão competitivas, possuidoras de um valor patrimonial crescente, firme e constante.
Por muito tempo acreditou-se que apenas as grandes empresas, além de nascerem grandes, poderiam continuar grandes. Ledo engano!
Temos presenciado micro empresas se tornarem grandes empresas, e também, grandes empresas desaparecerem da noite para o dia.
Então, qual o segredo para crescer e se manter crescente?
Não é uma fórmula mágica, não é simples e pode não ser rápido. Gestão participativa, ambiente propício à disseminação de idéias, facilitação ao surgimento de verdadeiros líderes, estímulo à criatividade, salários e premiações justas, eficiente canal de comunicação externo, interno, de cima para baixo, de baixo para cima e para os lados. Grande desafio, não? Mas, uma idéia é só uma idéia, a menos que parta para ação, para a concretização, quando então, deixa de ser apenas uma idéia e começa a se tornar realidade.