sexta-feira, 10 de julho de 2009

O processo entrópico nas empresas - uma crônica da medicina empresarial - 3a. parte

Parte 3
Ao chegar em casa, beijei minha esposa e abracei meus filhos, era muito bom poder estar com eles mais uma vez.
Após tomar um bom banho, senti-me renovado, pus-me à função de marido e pai.
Verifiquei as mensagens em minha caixa postal digital, li algumas notícias, atestei que a imagem do Brasil é melhor lá fora do que aqui dentro, me descontraí um pouco rindo com algumas mensagens engraçadas e vídeos que me mandam por email, folheei algumas páginas de uma revista técnica da minha área. Já estava ficando tarde para eu levar minha filha caçula para a escola.
Tomamos um café, enquanto minha filha do meio reclamava do uniforme da escola. Isso era bastante normal, na idade dela existem mais queixas que agradecimentos, maior entrosamento com as amigas do que em casa. Uma fase que passa, ficam só algumas lembranças.
Meu filho não quis me esperar, terminou seu café e saiu bastante apressado. Lembrei rindo de uma frase: “Aonde querem ir os jovens com tanta pressa. E por que precisam do carro do pai?”. Talvez logo, logo, meu filho irá pedir o carro emprestado.
Minha esposa ainda não tinha sequer iniciado seu café, não parava um instante, serve um, serve outro. Como ela conseguia isso, qual a receita, acho que a cada piscada minha, ela se multiplicava por dez para dar conta de tantos afazeres. O mais gostoso era, quando nossos olhares se cruzavam, ela ainda conseguia me dar um sorriso.
Por fim, tomei a mochila da minha filhinha, no instante em que a do meio saía pela porta, mal se despedindo. Tomei o caminho da escola, segurando a minha filhinha pela mão, sua mochila na outra.
Conversávamos pelo caminho, bem, quero dizer, minha filhinha conversava comigo, sim, como fala! Eu mal terminava de dar uma resposta e lá vinha outra pergunta, se eu perguntava o nome da coleguinha do assunto, ela já estava falando de outra amiguinha. Percebi então, que não era uma tarefa fácil acompanhar os meus três filhos, tão iguais e tão diferentes!
Pude perceber com tamanha clareza, como eu sou feliz! Amo o meu trabalho. Amo minha esposa e meus três filhos, não importa que eles se critiquem e nos critiquem, somos uma família, com erros e acertos, cada qual com uma preferência diferente do outro. Somos uma família!

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